Missa do Migrante celebra a fé, a diversidade e a esperança dos povos
No dia 06 de junho, a Pastoral da Mobilidade Humana realizou a tradicional Missa do Migrante, um momento de profunda espiritualidade, encontro e fraternidade entre diferentes povos, culturas e histórias que hoje fazem parte da nossa comunidade.
A celebração reuniu migrantes atendidos pela Pastoral, especialmente irmãos e irmãs do Senegal, Haiti, Venezuela, Nigéria e Marrocos, além de representantes do povo nordestino, cuja trajetória de migração também marca profundamente a história do Brasil. Em cada rosto, em cada sotaque e em cada oração, reconhecemos a riqueza daqueles que deixaram sua terra em busca de dignidade, trabalho e novas oportunidades.
Um dos momentos mais significativos da celebração foi a participação de August, migrante haitiano e colaborador da Pastoral, que conduziu com carinho o quadro de São João Batista Scalabrini, o santo dos migrantes. Sua presença recordou a missão deixada por Scalabrini: acolher, proteger, promover e integrar aqueles que vivem a experiência da migração.
Também emocionou a participação de Victória Jórdan e sua filha Rita, venezuelanas acolhidas pela Pastoral, que entraram trajadas com vestes típicas de seu país. Mais do que roupas, elas carregavam consigo a memória de seu povo, sua cultura e a coragem de recomeçar longe da terra natal. Sua presença tornou visível a beleza da diversidade que enriquece nossa comunidade.
Outro símbolo marcante foi a mala carregada durante o ofertório, representando a imigração nordestina e todos aqueles que partiram levando consigo sonhos, saudades, fé e esperança. A mala simbolizou as inúmeras histórias de homens e mulheres que deixaram suas cidades e países para construir novos caminhos, sem jamais esquecer suas raízes.
A Missa do Migrante foi um convite à reflexão sobre a importância da acolhida e do respeito às diferenças. Em um mundo marcado por deslocamentos forçados, conflitos e desigualdades, somos chamados a reconhecer no migrante não um estrangeiro, mas um irmão.
Como nos ensinou São João Batista Scalabrini:
"A migração não é um problema a ser resolvido, mas uma oportunidade de crescimento para toda a humanidade."
Ao final da celebração, ficou a certeza de que a fé não conhece fronteiras. Ela une povos, idiomas e culturas em torno do mesmo ideal de fraternidade e amor ao próximo.
Recordamos também as palavras de Guimarães Rosa, que traduzem tão bem a caminhada dos migrantes:
"O que a vida quer da gente é coragem."
Que essa coragem continue guiando todos aqueles que deixam sua terra em busca de uma vida melhor e inspire cada vez mais nossa missão de acolher, caminhar e construir pontes de esperança entre os povos.
Pastoral da Mobilidade Humana – Baixada Santista"Onde houver um migrante, ali deve estar o coração da Igreja." ❤️🌎🙏🏻







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